
Da janela do meu quarto, eu vi a pena cair no meu quintal. Não era uma pena comum... nenhum pássaro tinha uma pena daquele jeito. Pulei a janel, e peguei a pena. De fato, era a pena mais macia que eu já havia pegado na minha vida. A lua cheia iluminava a pena que estava em minha mão e eu percebi que a pena era alva como as nuvens.
Um clarão desceu do céu, era tão forte que protegi os meus olhos com as mãos. Quando o clarão cessou-se, abri meus olhos. Na minha frente tinha uma figura masculina do "biotipo que eu prefiro". Seria uma pessoa normal se não tivesse aquelas enormes asas, a fonte da pena no meu quintal.
Não parava de olhar para ele. Era perfeito... Ele fez um sinal com as mãos para eu jogar a pena mas, como queria chegar perto dele, e estava a mais ou menos 2m de distancia dele, dei dois passos em direção a ele e ele me parou, sinalizando novamente que eu jogasse a pena.
Joguei a pena, e como num passe de mágica, ele fez a pena flutuar e ficar entre as mãos dele, jogou a pena para o céu e ela sumiu. Dei outro passo e consegui ficar perto dele. Comecei a passar o dedo indicador direito n rosto dele, alisando-o. Era tão macio, perfeito.
Apoximei o meu rosto do dele e beijei o meu anjo. Foi um momento mágico. Não sei o que a conteceu... outro clarão, e eu estava com pequenas asas e sem a minha blusa. Ele pegou na minha mão, e voamos... até o nosso paraíso secreto.
Não falo que vivemos felizes para sempre, até porque esse foi o meu fim.


