quinta-feira, 24 de junho de 2010

A lua

Pela janela eu vejo a lua... bonita lua que tudo vê, mas nada diz.
Pela janela vejo a única luz da rua, nossa querida lua que nos abandona só de vez em quando pra iluminar outros lugares.
O luar que não estava presente quando a chuva chegou... mas viu os estragos que toda aquela chuva deixou.
A lua que ilumina o meu rosto triste, solitário, com pena daquelas pessoa... a lua que ilumina as festas de São João, a noite de São João mas que não iluminou a vida daquelas pessoas.
Casas e mais casas, móveis e mais móveis, roupas e mais roupas, alimentos e mais alimentos a lua está iluminando agora, debaixo da lama e do lixo.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ela disse assim (A teus pés)


Ela disse assim
É porque é
É porque é
Não há desespero em vão

Se ela quer voar
É porque tem asas
É porque tem asas
Não não não
Quando a gente voa
Distante e só
Tão distante e só
O sol não vem
E a luz que cai
Nunca mais voltou
Nunca mais voltou
Não não não

Cordel do Fogo Encantado

sexta-feira, 28 de maio de 2010

Desespero de Luiza


Olhando fixamente no espelho, Luiza via os seus olhos pretos e borrados. Não sabia direito porque chorava, ela estava apavorada... ela não sabia o que fazer. Fechou e trancou a porta do banheiro, e sentou-se atrás da porta fechada.
Começou a lembrar como fora parar ali... ela foi até ali a pedido da vizinha, Cláudia, que havia pedido a ela que fosse buscar uma caixa naquela casa. Luiza nem queria ir até a casa de uma dasconhecida sem ser chamada, mas Cláudia insistiu, disse que iria ser melhor para ela fazer novas amizades no bairro e já que Luiza só tinha Cláudia como amiga no seu novo bairro, ela aceitou.
Luiza tocou a campainha e uma moça alta, negra, gorda e mau- humorada saiu de dentro da casa. Luiza, envergonhada apertou as suas pequenas mãos brancas atrás das costas e falou:
-Eu vim aqui pergar uma caixa que Cláudia, a vizinha da casa de cima pediu...
-Entra!- Luiza foi entrando timidamente e devagar, ao perceber a sua demora a gorda gritou - E entra logo sua branquela!
Luiza assustou-se e correu até ficar muito peto da mulher gorda.
-Pode sentar aí... - a mulher apontou para um sofá imundo - e pode deixar que eu trago a caixa num instante.
Luiza pensou naquele instante no tamanho da vontade que ela estava de matar Cláudia, ele só queria sair dali e voltar pra casa dela. Continua sem amigos no bairro estava de ótimo tamanho... até porque, tirando os finais de semana ela passava o dia quase todo trabalhando. E se fosse para ter amigos como aquela mulher mau- humorada, ela adoraria ser solitária.
Entre um pensamento e outro ela observava o ambiente da sala onde estava. Era um sala imunda, o chão com um piso amarelado, um sofá pequeno e imundo(que por sinal ela estava sentada nele), uma televisão velha sobre de um tamburete de madeira e uma planta morta em cima da televisão.
De repente um grito desesperado veio de dentro do corredor que a gorda entrara. O grito era tão forte, tão conturbado que Luiza em um pulo levantou-se do sofá e foi em direção da porta de saída. Mas quando ela tocou na marçaneta a voz da gorda proibindo ela:
- Aonde você pensa que vai?- nessa hora os gritos haviam se transformado em gemidos de dor - você não veio pegar a caixa?
- Quem está gritando? O que está acontecendo? Me deixe ir... - Luiza estava com a garganta seca e sua voz começou a falhar.
- Você não vai embora até eu entrgar a caixa entendeu? - os gemidos lá dentro iam diminuindo - E eu acho melhor você não fugir, ou vai se arrepender.
Fugir? Ela só queria voltar pra casa. Se arrepender? Ela já estava bastante arrependida de estar naquele lugar.
Luiza voltou para perto do sofá e olhou em direção ao corredor por onde a gorda havia entrado. Do seu ponto de vista ela podia perceber em qual quarto a gorda estava por conta da enorme sombra.
Os gemidos haviam ficado abafados desde que a mulher voltara para dentro do quarto. Luiza estava com bastante medo do que estava acontecendo, mas também estava bem curiosa para saber de onde viam os gritos, porque essa pessoa gritava.
Os gemidos, ainda abafados, se transformaram em um enorme suspiro e o silêncio predominou durante algun segundos, até que os passos pesados da gorda quebraram o silêncio. Ela trazia uma caixa na mão esquerda e a outra mão coçava a cabeça.
- Aqui tá a caixa! - falou a gorda com um ar de superioridade e quase jogando a caixa contra Luiza.
- Posso ir agora? - perguntou Luiza calma e com um pouco de alívio.
- Não vai querer ver? - a gorda parecia estar fazendo um jogo com Luiza.
- Ver o que?
- Venha logo, branquela sardenta!!! - a gorda realmente não tinha paciência para explicações.
A gorda foi andando pelo mesmo corredor de antes, e Luiza foi atráz. Apesar de não saber do que se tratava, Luiza imaginava que ela quisesse mostrar a ela o motivo dos gritos e gemidos.
A gorda entrou num quarto escuro, issso dificultou a visão de Luiza por alguns segundos. Quando a visão dela voltou ela ficou apavorada, tentava gritar e não conseguia. No quarto minúsculo havia apenas uma cama com uma mulher em cima. Ela estava coberta por um cobertor branco que estava todo ensanguentado... a mulher estava com olhos fechados, provavelmente estava morta.
Luiza saiu correndo para porta de saída e deixou a gorda gritando sozinha:
- Volta aqui, sua branquela! Você não sabia? Não fez o juramento? Não deu o seu sangue? A Cláudia é uma idiot...
Luiza correu até sua casa, e quando entrou na primeira sala lembrou-se da caixa. Quando abriu-a viu muito sangue e 'coisas' que ela acreditava serem os órgãos da mulher morta. Ela começou a chorar desesperada. Luiza ouviu o portão se abrir e a voz de Cláudia chamando-a do lado de fora: - Luiza? Já chegou? - Luiza saiu correndo para o banheiro.
E olhando fixamente no espelho, Luiza via os seus olhos pretos e borrados. Não sabia direito porque chorava, ela estava apavorada... ela não sabia o que fazer. Fechou e trancou a porta do banheiro, e sentou-se atrás da porta fechada.
Ela já podia ouvir os passos de Cláudia vindo em direlão ao banheiro:
- Cláudia, amiga... o que aconteceu?
- Quem era aquela mulher? - Luiza gritava de dentro do banheiro. Cláudia tentou abrir a porta:
- Me deixa entrar que eu explico... você está chorando, linda? - Luiza ouviu Cláudia sussurando: "Droga! Ela decobriu."
- Descobri o que? A mulher morta? Os órgãos na caixa? O que vocês fazem? Porque você me mandou lá?
- Calma, Luiza... essa é uma longa história. Sai daí que eu te explico.
- Sair daqui? E você me matar e arrancar meus órgãos? - Luiza começou a procurara tesoura nas gavetas do banheiro.
- Deixa de ser tola, Luiza. Você sabe que eu jamais faria isso com você. - Luiza encontrou a tesoura.
- Vou abrir a porta. Mas você vai ter que me explicar tudo! - Luiza chorava ainda mais.
- Tudo bem!
Luiza -com a tesoura na mão esquerda e atráz das costas- destrancou a porta, e abriu-a lentamente. Olhou para Cláudia, e viu que ela estava com uma ótima expressão sem nenhuma preocupação. E que ela estava com uma faca na mão. Com um pequeno sorrizo Cláudia falou para Luiza:
- Eu sinto muito, amiga, mas você não podia ter saído sem fazer o juramento! - Cláudia levantava a mão com a faca, quando Luiza pegou a tesoura e enfiou três vezes contra o peito de Cláudia, que caiu e morreu.
- EU sinto muito amiga! - e desabou a chorar.
Luiza tentou ligar para a polícia mas não conseguia falar nada, ela não parava de chorar. Descidiu então, tomar um banho para se acalmar. Lembrou mais uma vez de tudo o que acontecera até ali naquele dia que ela gostaria que não tivesse acontecido, isso fez com que ela não se aguentasse em pá de fraqueza, nojo, lágrimas.
Sentada no chão, Luiza assustou-se com a voz da mulher gorda gritando:
- Cláudia! - e jogando-se em cima do cadáver de Cláudia, na porta do banheiro.
Quando a gorda viu que Luiza tomava banho gritou, olhando pra tráz:
- Foi ela, moço! - apontou para Luiza.
Os policiais entraram no banheiro, cobriram Luiza com uma toalha e a levaram presa e aos prentos.

segunda-feira, 10 de maio de 2010

Minha mãe...

O que minha mãe é para mim???
TUDO...
Amor
Aflição
Compreenção(só as vezes que ela estrapola)
Carinho
Amizade
Filha
Mãe - essa palavra ja diz tudo, né???

Eternos amantes - história de amor de uma jovem louca


Tanto tempo sem te ver, sem te sentir, sem te...
Como vai sua mulher? Seus filhos? Seu trabalho?
Mesmo que pareça, sei que você ainda me ama... se não me amasse não estaria aqui
Me amando... me fazendo esquecer que sou menina, pra fazer parecer que já sou mulher.

Fala que sou nervosa, bruta... mas quem é você pra falar assim de mim?
Ao seu lado sou um grão de areia.
E também, como iria se apaixonar por mim se não te enfrentasse?

Agora, com teu sangue na minha mão, percebo que fui longe de mais
Agora, me afastando e vendo você lá... nu, lindo e apático
Percebo que você se foi por minhas mão e que eu não posso mais te amar

Parabéns!! Acabou tudo entre nós.
Não aceito suas desculpas... mas sei que você me perdoaria.
Te amo!

terça-feira, 9 de março de 2010



Dizem que é horrivel saber que seu amor partirá "pela boca dos outros". Mentira. É muito pior que isso. Quando ela falou que você não lencionaria mais ali... afoguei-me em meu prantos.
No dia seguinte você parecia feliz... por se distanciar. Me explicou, me beijou, me amparou e me consolou. Não estava feliz por se destanciar de mim, mas sim de nosso amor não ser mais um crime, duplamente proibido.
Agora entendo que apesar de não sermos tão próximos, e menos próximo ainda que no ano passado, você me ama. Você gosta de está comigo. Que você está feliz por nosso amor ser apenas proibido agora (não duplamente...).
Nunca falou que me amava daquele jeito. Agora do-lhe uma resposta: te amo em dobro, estou feliz em dobro.
Obrigado... por fazer me sentir tão feliz.


*História de uma mulher cega por amor. Ou quem sabe um o amor cego de uma mulher???

Ontem foi o meu dia... o dia de todas as mulheres







Obrigado por todos os filmes que nos homenagiam, que homenagiam as mulheres, que tem a gente como protagonista... parabéns a todas as mulheres.

terça-feira, 2 de março de 2010

Proibido


Quando os seus
Lábios, se uniram
Aos meus lábios
Senti aquele abraço
Partido... juntar-se
Seus lábios vividos
E os meus tão
Ingênuos...
Quando sua mão
Tocou a minha mão
Me senti segura
Suas mãos vividas
E as minhas tão
Ingênuas...
Quando você
Encostou-se em mim
Me senti acolhida
Você tão vivido
E eu tão
Ingênua...
Sua mulher, sua
Profissão, seus filhos,
Sua vida tão vivida.
Eu, minha profissão
E minha "família",
Minha vida tão
Ingênua...
Você, eu e nosso amor,
Vivido, ingênuo e
Proibido...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Um anjo no meu quintal


Da janela do meu quarto, eu vi a pena cair no meu quintal. Não era uma pena comum... nenhum pássaro tinha uma pena daquele jeito. Pulei a janel, e peguei a pena. De fato, era a pena mais macia que eu já havia pegado na minha vida. A lua cheia iluminava a pena que estava em minha mão e eu percebi que a pena era alva como as nuvens.
Um clarão desceu do céu, era tão forte que protegi os meus olhos com as mãos. Quando o clarão cessou-se, abri meus olhos. Na minha frente tinha uma figura masculina do "biotipo que eu prefiro". Seria uma pessoa normal se não tivesse aquelas enormes asas, a fonte da pena no meu quintal.
Não parava de olhar para ele. Era perfeito... Ele fez um sinal com as mãos para eu jogar a pena mas, como queria chegar perto dele, e estava a mais ou menos 2m de distancia dele, dei dois passos em direção a ele e ele me parou, sinalizando novamente que eu jogasse a pena.
Joguei a pena, e como num passe de mágica, ele fez a pena flutuar e ficar entre as mãos dele, jogou a pena para o céu e ela sumiu. Dei outro passo e consegui ficar perto dele. Comecei a passar o dedo indicador direito n rosto dele, alisando-o. Era tão macio, perfeito.
Apoximei o meu rosto do dele e beijei o meu anjo. Foi um momento mágico. Não sei o que a conteceu... outro clarão, e eu estava com pequenas asas e sem a minha blusa. Ele pegou na minha mão, e voamos... até o nosso paraíso secreto.
Não falo que vivemos felizes para sempre, até porque esse foi o meu fim.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Abraço partido


Ainda lembro...
Do dia
Que me abraçou
Com amor.
Ontem,
Com saudades
Fui te abraçar
Se abraço estava
Frio
Sem amor
Parecia
Que você nunca
Nunca
Tinha me
Amado
Daqule jeito...
Com aqueles
ABRAÇOS!!!
Agora,
Odeio
Te
Amar,
Meu
Amor!

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Percy Jackson...

Um dia desses assisti Percy Jackson e o ladrão de raios com os meus primos e minha irmã. Adoro crianças, e já que tinha que assisti a um filme infantil... ou esse, ou Alvin e os esquilos 2. E digamos que me surpreendi com o filme.
Percy é filho de um deus com uma humana, o que faz dele um semi-deus, entanto ele não sabia disso. Surgi um ladrão de raios que rouba o raio de Zeus, o “tio” de Percy, e Percy é o suspeito do crime.
Quando Percy descobre tudo ele vai até um acampamento para treinar e ser um guerreiro, e sua mãe é “abduzida” pelo seu outro tio Ades. No meio de tanta loucura e sofrimento ele percebe que tem uma maneira de encontrar sua mãe de volta indo para casa de seu tio Ades, o inferno. E o filme mostra a trajetória até o inferno.
No meio do filme eu me dei conta: o filme é uma ótima aula de história. Apesar das pequenas “criancices” o filme fala dos deuses da mitologia grega e também pode gerar um debate sobre a visão que temos do inferno (pela forma que ele é demonstrado no filme).
Assim como os professores de 5ª ou 6ª série mostram o desenho “Hércules”, eu acho que eles podem mostrar Percy Jackson e o ladrão de raios para seus alunos. Além de ser bom para a faixa etária dos alunos, pode “prender” a atenção deles.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Pela Janela


Pela janela
Olhano a chuva
Eu eu a vejo voando
E se debatendo
Contra o vidro
Da janela.
Podia abri-la
Mas não aguentaria
Sentir a brisa da chuva
E não me jogar...
Lá fora
Do 15° andar
Sortuda a borboleta
Que toma banho de chuva
E ainda sabe
Voar...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Descalço


Conheci ela aqui na faculdade. Como era linda aquela garota que gostava de usar blusa de alça sem detalhes, a calça jeans mais surrada do armário e o seu tênis. O que mais me despertava a curiosidade: o tênis. Ela vivia com aquele tênis desamarrado.
Tomei coragem e fui falar com ela. Saímos. Nos beijamos. Começamos a namorar e depois de uma semana tomei coragem e perguntei porque ela usava o cadarço desamarrado. E ela, com o jeito mais meigo que Deus lhe deu, respondeu:
-É que eu unca aprendi, sabe...- eu falei que era a descupa mais esfarrapada do mundo, que ela era bobona... mas não insisti, até porque tínhamos começado o namoro agora. Deixei pra lá.
Passei os mais felizes meses da minha vida. Eu a amava e ela me amava. Eramos felizes juntos. Mas eu(como idiota que sou) não aguentei e estourei um dia... disse que era besta por não falar porque não amarrava o sapato, e se ela não falasse estava tudo terminado.
Ela falou que eu era um boboca e disse que estava tudo terminado. Virou as costas e saiu. Nunca mais à vi.
Hoje, só ando de cabeça baixa, pelos cantos... procurando a menina fo cadarço desamarrado...que me deixou descalço.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Pra começo de história...

Para começar uma música...que eu gosto muito e é uma história:

Sobre as folhas, do Cordel do Fogo Encantado...

Contarei a história do barão
Que comia na mesa com seu pai
Era herdeiro primeiro dos currais
Mas gritou num jantar
"Não quero nada! Nada!"
Nesse dia subiu num grande galho
Nunca mais o barão pisou na terra

Passou anos e anos na floresta
Andou léguas e léguas sobre as folhas
Construiu sua casa feito ninho
Beijou sua mulher perto das nuvens
Um concreto bordado nas alturas
Com manobras de amor no precipício

Quando amanheceu entre dois prédios
De pastilhas brancas e tandos andares
Um guindaste bem mais distante
A luz, a sombra, a luz, vermelha, da roupa, da aurora...

Soube nessa madrugada do homem
Que não quis os minérios do pai
E não quis os segredos farpados da mãe
Subiu numa planta, no alto da pedra
Bem perto daqui,
E ficou por lá.